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27/12/2019 - Jornal de Angola Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Desmantelada rede criminosa com milhões de kwanzas falsos

Por: Roque Silva

A detenção, há dias, de um jovem angolano, por ter guardado em casa mais de 50 milhões de kwanzas falsos e furtados, deu origem à prisão, na manhã de ontem, no centro comercial Cidade da China, de sete chineses, por suspeita de contrafacção de dinheiro.

O jovem, um auxiliar de limpeza da Hua Dragão, empresa proprietária da Cidade da China, maior centro comercial chinês em Angola, foi detido no terceiro dia 3 de Dezembro, depois de ter tentado fazer compras com notas falsas num mercado do Distrito Urbano da Estalagem, município de Viana.

Vendedoras do referido mercado conseguiram levar Bunga Francisco Lopes, de 31 anos, para uma esquadra mais próxima, de onde saiu um grupo de operacionais do Serviço de Investigação Criminal (SIC) para a casa do detido, na qual foram encontrados 50 milhões e 280 mil kwanzas falsos.

Ontem, na sequência da detenção de Bunga Francisco Lopes, foram presos, na Cidade da China, localizada no Pólo Industrial de Viana, sete cidadãos chineses, encontrando-se no grupo o presidente do Conselho de Administração da Hua Dragão, Jack Huang, por suspeita de envolvimento num esquema de falsificação de moeda.

Na instrução do processo-crime, o jovem angolano revelou que o dinheiro que estava na sua casa é parte de uma quantia por le furtada e por um colega de trabalho no interior de um contentor de 20 pés, usado para armazenamento de artigos diversos por um dos chineses detidos ontem.

O comparsa, identificado como José João, também conhecido por “Siloy”, está em fuga desde que tomou conhecimento da detenção de Bunga Francisco Lopes, que foi admitido na Hua Dragão há três anos como auxiliar de limpeza, tarefa que também exercia José João.

Bunga Francisco Lopes disse à comunicação social que ele e o comparsa arrombaram o cadeado depois de José João lhe ter admitido que pudesse haver dinheiro no contentor de 20 pés.

O furto aconteceu por volta das 12h00 do dia da detenção, ocorrida depois das 16h00, na sequência da desconfiança de vendedoras de um mercado do Distrito Urbano da Estalagem, para onde o detido se dirigiu depois de ter guardado em casa a maior parte do dinheiro.

A divisão do dinheiro furtado foi feita num armazém onde é depositado lixo, a cerca de 20 metros do contentor de 20 pés. Bunga Francisco Lopes disse à imprensa que desconhece o valor total furtado porque, quando se fez a divisão, não se contou o montante que cada um levou, por ter sido feita às pressas e em função do número equitativo de maços.

O jovem angolano confessou que a sua deslocação àquele mercado era a primeira tentativa de fazer uso do dinheiro que não sabia ser falso.

No grupo de chineses detidos ontem estão, além do presidente do Conselho de Administração da Hua Dragão, cinco funcionários da mesma empresa e o proprietário do contentor de onde foi retirado o dinheiro contrafeito.

O procurador da República titular junto de Viana-norte, Luís Bento Júnior, esclareceu que a detenção dos sete cidadãos se deveu a acusações feitas pelo auxiliar de limpeza.

O magistrado do Ministério Público adiantou que a detenção dos chineses visa a realização do “auto de reconhecimento directo e de uma acareação”.

Luís Bento Júnior acentuou que o processo corre os seus trâmites, razão pela qual as investigações devem continuar para que sejam reunidos outros elementos de prova.

“É missão da PGR combater os crimes subjacentes ao mercado de capitais”, salientou Luís Bento Júnior, que disse estar entre os detidos o presidente do Conselho de Administração da empresa Hua Dragão por ter sido emitido um mandado de detenção contra si.

As detenções de ontem foram feitas no âmbito de uma operação conjunta, que envolveu a Procuradoria-Geral da República, o Serviço de Informação e Segurança de Estado (SINSE), o Serviço de Investigação Criminal (SIC) e o Comando Municipal da Polícia de Viana.

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